Mauro Cezar Pereira

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A dez meses das eleições, regras sobre futuro do Maracanã devem sair até a virada do ano

Por Mauro Cezar Pereira, blogueiro do ESPN.com.br
Gazeta Press
Maracanã iluminado para clássico Fla-Flu, pela Copa Sul-Americana
Maracanã iluminado para clássico Fla-Flu, pela Copa Sul-Americana

Após mais de um ano esperando por novidades sobre o futuro do Maracanã, nos bastidores já se comenta que o governo tem o edital pronto. Com as eleições para governador, Senado, Câmara Federal e Assembleia Legislativa em 7 de outubro de 2018 (primeiro turno), poucos creem que o Estado queira desagradar os eleitores/torcedores. E o clube mais popular do Rio de Janeiro e do país, o Flamengo, já manifestou interesse em participar da licitação, apesar dos estudos para erguer seu estádio em Manguinhos.

Mais do que uma expectativa, há uma quase certeza de que o governo estadual contemplará a participação de clubes de futebol, o que foi vetado na concorrência anterior. Os detalhes ainda são mistério para a maioria, pois apenas a Fundação Getúlio Vargas (FGV) e a Casa Civil podem ter acesso ao edital. Mas seria uma questão de dias para torná-lo público, com a publicação no Diário Oficial. Em meio ao jogo político, há quem acredite na possibilidade de o governo estar blefando. De qualquer forma, o fim da novela parece próximo.

Em 20 de dezembro de 2016, a FGV ganhou mais 45 dias para elaborar o edital de licitação do estádio, prorrogação feita pelo governo fluminense. Mas já se passaram 350! Antes, em outubro do ano passado, o consórcio encabeçado pela Odebrecht entrou com pedido de arbitragem para devolver o Maracanã, mas segue até hoje como responsável pelo palco da final da Copa do Mundo de 2014. As taxas, consideradas elevadas pelo Flamengo, fez o clube estruturar o estádio da Portuguesa para mandar seus jogos.

  A mudança no acordo, feita pelo ex-governador Sérgio Cabral, vetou a utilização do parque aquático Júlio Delamare e do estádio de atletismo Célio de Barros, que formam o complexo esportivo. Naqueles espaços seria erguido um centro comercial, estacionamentos etc. Assim, segundo a construtora, seria rentável o conjunto, que inclui o Maracanã e o Maracanãzinho. A alteração é o argumento da Odebrecht para romper o contrato, imbróglio que se arrasta há mais de um ano, mas que, enfim, poderá ter reais novidades